O
estoicismo tira seu nome do Pórtico (Stoa), local de Atenas em que se reuniam seus
adeptos. Para o estoico, é preciso estar em consonância com a natureza para
atingir a sabedoria. Assim, faz-se necessário entender que o único bem que
existe é a retidão da vontade e o único mal, o vício. O que não é nem virtude
nem vício é indiferente.
Assim, a
doença, a morte, a pobreza, a escravidão, por exemplo, não são males, são
indiferentes porque o sábio é, por definição, feliz, mesmo no sofrimento. O mau
é sempre infeliz, uma vez que aflige a si próprio, pelo seu vício. A
experiência estoica consiste na tomada de consciência da situação trágica do
homem condicionado pelo destino. Assim, não estamos absolutamente entregues e
sem defesa aos acidentes da vida, aos revezes da fortuna, nem à doença e à
morte, mas temos, e nada nos pode tirar isso, a vontade de fazer o bem, a
vontade de agir de acordo com a razão.
A
tranquilidade, para nós que só podemosapreciar o estoicismo, uma vez que somos
embalados pela emoção, é a dedicação. Tudo que podemos fazer para melhorar a
saude e a qualidade de vida dos nossos idosos fazemos com vontade e dedicação.
Aprendemos fazer massagens e manipulações corporais, conversamos sobre o
passado ou mesmo sobre as idéias desconectas que emergem da demência,
construímos um ambiente gostoso em cheiros, sons, convivência com pessoas de
bom astral...
Esta
semana Terezinha e Tacito receberam a visita de dois jovens amigos, Kalassa e
Adrieli, que de vontade própria estiveram com eles dando o que têm de melhor.
Kalassa conversou com Tacito e cantou ao pé do ouvido de Terezinha canções que
falam de água, rios e mar. Adrieli conversou sobre espiritualidade e fé,
oferecendo sua força espiritual em concentração e energia. Lindos!!!
Penso, com isso, que o estoicismo nos leva a
entender que podemos estar tranquilos na adversidade, principalmente se
oferecemos todo nosso afeto naquilo que podemos transformar.